terça-feira, 10 de abril de 2012


SER CHIQUE SEMPRE
Glória Kalil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.


Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto. 
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. 

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.  Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo... falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012


O QUE VOCÊ FARÁ NESTA PÁSCOA?

Mais uma páscoa se aproxima de nosso calendário, e, mais uma vez, é possível enxergar como estamos distantes de celebrar o sentido espiritual desta data. A mensagem de superação e libertação transmitida pelo Cristo Jesus, em seus derradeiros dias encarnado, dentre nós, deveria propiciar um momento de aferição da nossa Reforma Íntima. Proporcionar instantes de meditação, balizadores daquilo que fizemos, e, principalmente, daquilo que deixamos de fazer, em nossa jornada pela Cristandade. Longe disso, assistimos a uma “Semana Santa” de assassinatos, cisões familiares, acidentes trágicos e arrotos satisfeitos, sempre embalados por convenções sociais que, longe de nos purificar, apenas deixam mais inflamadas as necessidades de mudança em nosso espírito. O domingo de páscoa chega, e, mais uma vez, não sorvemos a genuína Via Crucis de Jesus. Longe de entendermos os catorze passos da jornada espiritual d’Ele, continuamos descansando ao pé do morro, vendo o martírio do Mestre sob a perspectiva da nossa zona de conforto.

Apontar o capitalismo, tão simplesmente, como fator-mor para dissociação dos valores cristãos inatos à Páscoa seria algo, no mínimo, pedante, pois, ao eleger o dinheiro e as posses materiais como templo de nossa felicidade (que nunca encontramos, por sinal), nosso sistema financeiro é apenas o reflexo de nossa conduta egocêntrica. O capital não tem vida própria, não é “Entidade” alguma. Mas, enquanto instrumentalizado como vetor de vontades doentes, adquire esse aura terrível, que subverte o Sagrado e sacraliza o Profano. Transferir a culpa para a “modernidade” não apazigua em nada a questão da subversão da Páscoa Cristã. O famigerado “Ovo de Páscoa”, por exemplo, nenhum mal poderia causar à ideia de se celebrar a Páscoa em família, sob o verdadeiro espírito Cristão, se não fosse colocado em um pedestal de “bens obrigatórios” para a celebração da data. Não foi a “modernidade” que colocou esse ovo de chocolate ao centro da mesa. Foi a nossa omissão perante o resguardo da verdadeira ritualística pascoal. O mesmo vale para o bacalhau, o vinho, dentre tantos outros “acessórios” de uma tradição, que, sem a devida ancoragem espiritual, não passam de uma coleção de guloseimas, à disposição de nossa fome biológica.

Enquanto enchemos o estômago de especiarias, o Espírito fica cada vez mais desnutrido. Há alguns dias, estava conferindo as frivolidades de uma famosa rede social, e por lá coletei curiosos desabafos pascoalinos, provenientes de alguns “amigos” virtuais. Vários deles praguejavam contra a Quaresma, pois a abstinência do álcool estaria pra lá de insuportável. Pensei comigo mesmo: Não estaríamos sendo estúpidos demais ao nos propor uma analogia tão esdrúxula, entre o calvário do Cristo e a minha ânsia pela ingestão de bebida alcoólica? A crucificação do Mestre equivale ao meu “sofrimento” por não beber durante quarenta dias?

Páscoa seria castigo? Martírio físico? Auréola forjada? Cessação temporária de desejos mundanos? Quem ressuscitará em mim neste próximo domingo? Uma alma que buscará mais comprometimento com a Cristandade, ou aquele velho transeunte das misérias morais, que parou de beber por quarenta dias?

Depois do domingo de páscoa, voltarei às fraquezas que conferem fortaleza ao meu Ego? Alguns certamente pensarão: “Fiz meu dever de casa na “Semana Santa”. Certo, Jesus?” Não precisaríamos de muita inteligência para imaginar a resposta dele: “ERRADO, meu Filho! Mais uma Páscoa passa em branco em sua vida. Te espero na próxima!”

Enfim, meus queridos Irmãos, não deixe que esta data se transforme, mais uma vez, em um simples feriado. Busque a essência do Evangelho na mensagem rediviva daquele que se sacrificou por nós, e, que, desde então, espera que também enfrentemos o  nosso próprio Calvário, por Ele. Está na hora de encarar o peso de nossa Cruz, tão eivada de antagonismos e “projetos de salvação” já condenados pela falta de autocrítica.

Luciano M. Leite
membro da TUEDLUZ

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PARA REFLETIR

DESCULPEM O TRANSTORNO, ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO
Autor: Gabriel Chalita

Durante a nossa vida, causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.

O outro também está em construção, e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.

Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.

Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão. Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros, e, que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!

terça-feira, 20 de março de 2012

PARA REFLETIR...

com a gentil permissão de nosso amigo Aratanan de Aracruz, divulgamos o texto abaixo, para reflexão de nossos Irmãos:



UMBANDA E SEUS VELHOS JUÍZES

Que todo mundo gosta de julgar a vida alheia, isso nós já sabemos de chofre. Fulano é isso, sicrano é aquilo, não vou com a cara de beltrano e muito menos com a de trajano (inventei isso agora).

Cegos, apenas cegos é o que são.

Tudo que vemos nos outros é o espelho de nossa alma, só enxergamos aquilo que possuímos em excesso. Se temos amor em excesso, vemos amor em excesso. Se possuímos perdão em excesso perdoamos em excesso. Se gostamos de ser respeitados em excesso, por consequência, também respeitamos em excesso.

É a famosa lei química dos afins, onde elementos de uma mesma energia se afinam por consequência puramente energética (exemplo a ferrugem). Na Umbanda é o contrário, com as raras exceções de sempre, pois o trabalho do outro fica a mercê do reconhecimento de quem na verdade só quer destruir às vezes uma obra que foi conseguida com muito sofrimento e empenho. Parece que possuímos um prazer em destruir aquele que de alguma forma se destaca mais do que a gente.

Se já fui juiz algumas vezes? Confesso que fui e por mais que eu não queira, não apenas juiz, mas muito das vezes fui precipitado e até mesmo perdi a oportunidade de criar laços que com o tempo se estabilizariam em favor de todos que vivem em busca deste grande pronto-socorro chamado de Umbanda.

Aquele que julga perde a oportunidade de fazer amigos, estreitar laços de amizade, concretizar princípios e até mesmo de salvar sua pobre logística emocional, vibrando na sana ignóbil de julgar os atos alheios, apenas para se sentir satisfeito com a desgraça alheia. E o tempo? O tempo é o melhor companheiro para os precipitados, ele mostra as verdades que os olhos da mente não vêem, assiste aos mais afoitos e restabelece a paz pelo simples fato de que a velhice existe e ela, assim como a doença, ensina que em muro de ferro chapisco não prega.

Só pode dar aquele que tem, apesar que hoje no mundo ter está atrelado ao dinheiro e não a capacidade de gerir as coisas coletivas em favor de todos e por consequência, de nós mesmos.

Filhos de Adão e Eva (esotericamente nunca existiram) que não se reconhecem como verdadeiros irmãos. Lembrem-se de Caim e Abel, pois os mesmos existem nos dias de hoje e se digladiam, hoje e sempre em busca de um pequeno momento de poder material.

Até os profissionais da justiça, os quais são pagos para trabalhar (em alguns casos julgar) em favor dos interesses do estado, não escapam às consequências do julgo social e familiar em que vivem. Se por encargo profissional tem que julgar o destino daqueles que lhes são apresentados, em suas vidas pessoais não escapam da lei universal de causa e efeito.

Bazófias e mais bazofias saem da boca dos pseudo julgadores da Umbanda, forjaram em seus cadinhos de papelão na mais absurda motivação de suas vidas – julgar os atos e ações alheias, portando ferramentas que os fragilizam sob o menor impacto de responsabilidade.

Por isso e por experiência própria, não julgue, veja as coisas como elas são, somos todos filhos de uma só fonte criadora. Deus não tem barba branca, não é um velhinho vingativ como anunciado no velho testamento e pode até descer de um disco voador a qualquer hora e jogar por terra toda esta parafernália especulativa sobre sua real identidade.

Fico pensando, o que seria de mim se os espíritos que sempre me ajudaram começassem a me julgar, com certeza não estaria aqui escrevendo estas linhas que demonstram a minha necessidade de intrínseca de pensar e sempre pensar ...

“Vamos aos finalmentes”, sabe qual a diferença entre julgar e criticar (isso de forma muito positiva)? Para julgar você não precisa do aceite do outro. Para criticar, o criticado precisa no mínimo ser escutado e ter o direito de defesa, pois se assim não for vira julgamento de novo. E que não aproveitem deste texto, os vilipendiadores de sempre, para fazerem carinha de que estão sendo julgados por nossas palavras, vez que na realidade, estão sendo convidados a criarem um mínimo de espírito auto critico e buscarem um caminho diferente para seus despautérios.

Aratanan de Aracruz – Um salve a todas as divindades universais.

sábado, 3 de março de 2012


O MAU HUMOR É UMA ESTRADA ESBURACADA, MAS DE MÃO DUPLA

O mau humor tem de ser encarado como doença, e não como um simples aspecto da personalidade.

Uma pessoa com a fisionomia carrancuda, com raiva de todo mundo, na iminência do ataque, prejudica a si mesma, e, obviamente, aos outros.

É um egoísta que vive querendo impor sua "tragédia particular" aos outros. Se é infleiz, os outros também têm de ser.

Alguém que seja assim precisa de muito esforço e humildade para realizar uma transformação. A mudança, nesse caso, requer coragem, dá trabalho, já que implica abandonar paradigmas antigos, ou seja, deixar para trás velhos costumes, conceitos enferrujados.

O bom humor, porém, vale a pena: traz inúmeras vantagens. Uma pessoa bem-humorada é melhor em todos os aspectos de sua vida: é mais saudável, tem mais amigos, trabalha melhor; vive, enfim, com mais alegria.

- Extraído de Não deixe a felicidade guardada na gaveta,
de Ronaldo Vaz, Ed. Pensamento