sábado, 2 de junho de 2012

CAUSAS DE QUEDAS E FRACASSOS DE MÉDIUNS - PARTE 3



Agora falemos do 
3º CASO – A queda pelo fator SEXO. Esse é um dos aspectos mais escabrosos, um dos mais escusos e uma dos mais difíceis de ser perdoados pela entidade protetora... É um caso que está intimamente ligado ao 1o, ou seja, o da vaidade excessiva. Um se completa, quase sempre, com o outro, e às vezes os três juntos.Temos em nossos 26 anos de Umbanda, assistido, constatado, identificado, positivamente, a situação ou as condições de vários médiuns que caíram desastrosamente por causa do elemento sexo...

É que esse é um dos fracassos mais duros de ser suportado, não resta a menor dúvida, porque mais do que nos outros, a MORAL do médium fica na LAMA em que ele se SUJOU. Por mais que eles digam e se desculpem de toda forma, ninguém se esquece, ninguém consegue apagar da lembrança a causa do seu fracasso.... É uma MANCHA, que, mesmo que ele tenha se regenerado completamente , mesmo assim, não se apaga...

Já dissemos como é que o médium de fato é logo envolvido pelas criaturas, com admiração, bajulações e fanatismo. Ele sente um constante endeusamento em torno de si e quase que sem sentir vai caindo na faixa da vaidade. Particularmente (convém repetir) se sente muito visado pelo elemento feminino, que tem a propensão para se deixar fascinar pela mediunidade, mormente quando a vê num homem bem apessoado.

Bem, todo médium que trabalha na faixa da luz, no combate a todas as mazelas, especialmente contra o baixo-astral – convém sempre que o lembremos – é avisado constantemente pelas entidades protetoras de que sua regra de todo instante é o “orai e vigiai”... Por quê? Porque o baixo-astral que ele contraria, por força de sua mediunidade positiva, fica na sombra aguardando uma oportunidade para atacá-lo... Logo, se ele tem um ponto fraco qualquer, nesse caso, uma forte predisposição sensual, é certo que esse mesmo baixo-astral lançará mão de todos os recursos para instigá-lo nessa parte...

Então, como não podem atacar diretamente, costumam fazê-lo, lançando sobre ele a tentação do sexo através de algum elemento feminino que o cerca e que por sua própria natureza é fraco. Isso no caso do homem-médium. No caso da mulher médium é a mesma coisa. Essa cai mais depressa. Lançam o elemento masculino sobre elas e pronto... quase não tem muito trabalho, pois a mulher tem uma ponte de contato maior, muito maior do que o homem, para o baixo-astral – é sua natural vaidade que é logo decuplicada... e pronto... é difícil escapar (há exceções, é claro. Estamos nos referindo à causa comum do fracasso).

Mas que não haja dúvidas do seguinte: o médium é alertado, pela sua entidade protetora, de todos os aspectos negativos que o cercam. Exercem uma constante vigilância sobre ele e nada acontece a esse médium se ele está dentro da moral ou da “linha justa”. Agora, se esse médium, usando de seu livre-arbítrio, dentro de uma incontida predisposição, já por ter criado pela vaidade uma série de condições negativas, vira as costas à moral e à “linha justa”, construiu a ponte de contato mental ou vibratório para as influências inferiores. Dentro dessas condições ele está repelindo as influencias benéficas e protetoras de suas entidades, que se vêem jogadas a um segundo plano...

E é por tudo isso que, nessas questões, nesses casos de médiuns-fracassados por causa de forte incontinência sexual ou pelo irrefreável sensualismo em torno de mulher ou moça de seu próprio terreiro, não tem desculpa... ou melhor: um ou outro, excepcionalmente, dadas certas condições particularíssimas de sua vida, foram desculpados, porém, dentro do ultimatum de ser o primeiro e o último...

Porque, infelizmente, é duro mas nós vamos dizer: todos os fracassos, todas as quedas de médiuns, quer seja homem ou mulher, tem se dado, invariavelmente, com elementos ou criaturas que estão dentro do terreiro ou que fazem parte do corpo-mediúnico, isto é, criaturas que estão sob a responsabilidade moral e espiritual do médium-chefe...

Não é que estejamos nos arvorando de Juiz – longe disso! Quem somos nós para isso... Estamos nos baseando, tão-somente, na observação fria, no fato inconteste de que, quase todos eles – os médiuns decaídos – foram abandonados pelos seus protetores imediatamente e esses protetores não mais voltaram... E se abandonaram e não mais voltaram é porque não desculparam o ERRO ou os erros... E é claro, patente que, se esses protetores não mais voltaram a ter ligações mediúnicas com o seu “aparelho”, é porque ele NÃO SE REGENEROU, não entrou no sincero arrependimento, indispensável à verdadeira reintegração moral-mediúnica...

Assim falamos porque, além da observação direta, além dos esclarecimentos dados sobre o assunto por uma entidade amiga, temos acolhido as lágrimas de remorso de inúmeros irmãos que foram, no passado, médiuns de fato e que depois de terem usufruído por muito tempo de toda uma aparente situação, acabaram rolando pelo caminho da doença, da miséria material e moral...

Assim, queremos reafirmar aqui, em tintas negras, para esses irmãos médiuns que estão predispostos ou que PROSTITUIRAM a sua mediunidade e que CONTINUAM dentro dessas condições, isto é, sem terem até o presente procurado o caminho da REGENERAÇÃO, sinceramente, humildemente, que a LEI É DURA e eles não podem nem imaginar o ABISMO DE HORRORES que os esperam do outro lado da vida...

Esses médiuns decaídos, fracassados, que persistem no caminho do erro, quando desencarnarem se verão face a face com o cortejo de horrores, blasfêmias, ameaças e clamores de vingança daqueles que eles envolverem em suas tramas de erros, interesses mesquinhos, por via de seus trabalhos, de suas consultas erradas, de toda má orientação que deram a seus semelhantes. Por via da influência inferior que acolheram. Verá todo aquele baixo-astral, que ele arrebanhou para servi-lo através dos preceitos grosseiros em que ele se transviou, RIR SATANICAMENTE, fazendo valer seus diretos de conluio, isto é, arrebatá-lo para o seu lado...

Verá, quando transpuser o túmulo (se desprender dos laços carnais, pela “morte”) como num panorama tétrico, o desfilar em sua própria consciência de todos os seus desacertos. A sua imaginação apavorada, exaltada, fará uma revisão tão precisa de seu passado, que tremendos pesadelos astrais o acometerão como hediondos fantasmas que não dominará e nem sequer poderá afastar de sua menteespiritual... Angustiado, acovardado, se verá presa desse astral-inferior e dos irmãos que ele enganou e prejudicou na vida terrena... Ele será arrebatado – quase sempre é assim – pelo astral inferior por muito tempo, até que a Providência Divina lhe dê uma chance para libertação...

Agora devemos reafirmar duas coisas. 1a – Que nem todos os médiuns, por que são da Corrente de Umbanda e por força dessa circunstância tem de lidar com os efeitos do baixo-astral, tendem fatalmente a serem atacados, a serem envolvidos, enfim, a fracassar... Não! Nos da corrente dita como kardecista, essas situações também acontecem ... “aqui como lá, maus fados há”...

Conhecemos também vários médiuns de fato que tem a proteção do seu “caboclo, de seu preto-velho”, desde o princípio, há 15, 20 e mais anos. Nunca se desviaram da linha-justa e nunca sofreram nada a não ser as naturais injunções ou provações de seus próprios karmas...
A 2a reafirmação é a seguinte: que no caso de todos os médiuns fracassados, os seus protetores muito lutaram para evitar as suas quedas; fizeram o possível e o “impossível”. Muitos desses “caboclos, desses pretos-velhos”, chegam até a disciplinar, a castigar mesmo o aparelho, antes do abandono final. Por vezes, jogado numa cama, com pertinaz moléstia, por meses e até por um, dois e mais anos.

Dão-lhes certos tombos na vida material. Fazem ficar desempregados, passando necessidades etc. É como se diz na “gira de terreiro”... “fulano está apanhando que só boi de canga”... Esses médiuns que estão dentro dessas condições disciplinares ficam revoltados, chegam até a xingar os seus guias etc., e costumam “correr outra gira”, para ver “o que é que há com eles”.

E lá vão se queixar ao protetor do outro, que naturalmente já sabe do que se trata. É quando “preto-velho” diz com muita propriedade: “em surra de preto velho eu não boto a mão”... ou então, “quando caboclo bate, não reparte pancada”... Depois de uma séria disciplina, alguns desses médiuns se emendam, ficam com medo e não facilitam mais, isto é, começam a dominar a excessiva-vaidade ou voltam à linha-justa quanto à ambição pelo dinheiro ou às cobranças desregradas, ou sobrepujam as suas predisposições sensuais incontidas...

Porém, a maior parte desses médiuns, mesmo passando por uma disciplina, um duro castigo, mesmo assim, voltam a inclinar-se desastrosamente nas antigas e adormecidas predisposições... então “caboclo ou preto-velho”, vê que não há mais jeito... não adiantou o castigo, nem advertência, nem nada... Assim, é um fato, é uma verdade que nenhum desses médiuns-fracassados ficou com o seu protetor, em sua guarda, depois de terem errado, persistindo no erro. Esses “médiuns” costumam se desculpar, depois, dizendo que caíram vítimas de demandas muito fortes etc... mas não! Foi “força de pemba” mesmo. Foi a Lei que faz executar sobre eles o “semeia e colhe”...

A “força de pemba” às vezes é tão grande, desce com tanta rapidez sobre o médium que prostituiu sua mediunidade que muitos são levados ao suicídio, à embriaguez e a vergonhas maiores...

Você, meu irmão umbandista (ou não) que acaba de ler tudo isso, sabe lá o quão doloroso é, para um médium, depois de ter sido admirado, acatado, respeitado, tido sua fase de glória mediúnica, acabar completamente desmoralizado, desprezado, em face de sua moral-mediúnica, sua moral-doméstica e social que ficou a ZERO?....

Porque, meu irmão umbandista – cremos que você compreendeu bem o caso – não é o erro em si, porque errar é humano e afinal todos nós podemos escorregar, de uma forma ou de outra! A questão é cometer o mesmo erro, é persistir nos MESMOS ERROS. Caboclo e preto-velho não são CARRASCOS, mas não podem acobertar erros nem a repetição dos mesmos erros....


W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani)
[originalmente publicada no livro "Umbanda do Brasil" - Livraria Freitas Bastos].

terça-feira, 29 de maio de 2012

CAUSAS DE QUEDAS E FRACASSOS DE MÉDIUNS - PARTE 2


O 2º CASO – O da ambição pelo dinheiro fácil. 

Aqui é preciso que se note a diferença entre o médium de fato que cai pela ambição desenfreada do vil metal e do “caso” em que se incluem centenas e centenas de espertalhões, desses vândalos que usam o nome da Umbanda e de suas entidades a fim de explorarem a ingenuidade da massa, de todas as maneiras. Esses são bem reconhecidos... Seus “terreiros” são enfeitados, há muita bebida, os “comes e bebes” são constantes, há muita roupagem vistosa, enfim, esses “terreiros” se caracterizam pelos cocares de penas multicores, pelos tais capacetes de Ogum, pelas espadas, pelas capas de cores, pelos festejos que fazem sob qualquer pretexto, onde os médiuns exibem tudo isso e mais os pescoços sobrecarregados de colares de louça e vidro como se fossem “condecorações”... Tudo nesses ambientes é movimento, encenação, panorama... São verdadeiras arapucas, onde tudo é duvidoso. Por ali se paga tudo. Desde uma consulta até um dos tais “despachos”, até as famigeradas “camarinhas” com seus obis e orobôs para “firmar o santo na cabeça”... do paspalhão que acredita nisso. 

Esses antros de exploração, que chafurdam o bom nome da Umbanda na lama da sujeira moral e espiritual, são fáceis de ser reconhecidos. De vez em quando os jornais dão notícias deles...

Mas voltemos ao caso do médium de fato, que fracassou pelo dinheiro... É sabido que a Corrente Astral de Umbanda manipula constantemente a Magia positiva (chamada de magia-branca) sempre para o bem de seus filhos-de-fé ou para qualquer um necessitado, venha de onde vier...

A magia, dentro de certas necessidades ou casos, requer determinados elementos materiais. São velas, flores, ervas, plantas, raízes, panos, pembas e até o fumo e certas bebidas... O fato é o seguinte: quando há mesmo necessidade disso, a entidade pede e a pessoa TRAZ, ou providencia, satisfazendo a Lei de Salva (O que uma entidade pede, independente de seu médium, dentro da Lei de Salva, numa operação mágica, é uma coisa. E o uso legal da Lei de Salva por um médium-magista, é outra coisa. Em nossa obra a caminho do prelo “Umbanda e o poder da mediunidade” está esclarecida, de vez, essa questão).

A coisa quando é manipulada pelas entidades – os caboclos, os pretos-velhos – costuma sempre dar certo. O resultado é satisfatório... De sorte que quase todo mundo que “gira” pelos terreiros, pelas Tendas, sabe disso. Daí é que entra na observação do médium a facilidade, a presteza com que as pessoas se dispõem a fazer um “trabalhinho” para o seu bem, para abrir ou melhorar seus caminhos, etc....
De princípio ele obedece tão-somente às ordens do seu protetor, quanto a esses aspectos. Depois, através de presentes, de agrados diversos dos beneficiados, ele começa a pensar seriamente na facilidade do dinheiro...

Então lança mão de uma chave: a questão da salva...em dinheiro para seu anjode- guarda, para o cambono etc.

Aí, já começou a imperar nele a ambição pelo ganho fácil, por via desses trabalhos... Então, começa a exceder a regra da salva (dentro da magia) e sobre a qual ele já foi bem esclarecido, porque essa salva existe, na Umbanda em relação com a Quimbanda. E como é isto? Diremos: o médium recebe ordens para fazer determinado trabalho, reconhecidamente necessário, quer seja para um “desmancho” de baixa-magia, quer seja para um encaminhamento ou  desembaraço qualquer de ordem material ou de um proveito qualquer, tudo dentro da linha justa, isto é, que jamais implique no prejuízo de alguém... Quer seja uma descarga, um “desmancho” ou proveito qualquer, se for manipulado dentro da movimentação de certas forças mágicas e que impliquem em elementos de oferenda para certas falanges de elementares, à pessoa para quem é feito esse trabalho se pede a dita salva. Essa salva pode constar de certo número de velas ou de azeite para iluminação ou para posterior uso do médium ou de uma compensação financeira relativa, da qual parte deve ser dada de esmola pelo dito médium, na intenção de sua guarda. Essa é uma lei da magia que existe, nós não a inventamos, nem ninguém, e sobre a qual não podemos nos estender em detalhes maiores.

Todavia, devemos esclarecer que essa lei de compensação da Magia, ou para os trabalhos de cunho nitidamente mágico é indispensável. E uma espécie de fator de equilíbrio entre a ação, a reação e o desgaste relativo ao operador (Então repisemos: é claro que estamos fazendo referência aqui aos médiuns-magistas, isto é aqueles que sabem e podem movimentar elementos de ligação mágica, para fins adequados... Não estamos incluindo nisso essa “corja” de espertos, de exploradores que interpenetram o citado meio umbandista, justamente para fazer meio de vida, criando a indústria de umbanda. Porque essa “máquina” está montada e é impressionante verificar como funciona.
E a propósito: Aqui cabe a todos os umbandistas dignos que felizmente existem aos milhares, fazer a seguinte pergunta: que fazem essas tais “uniões, federações, primados, confederações, colegiados e congressos” que, nunca jamais em tempo algum ousaram levantar suas vozes em defesa da dignidade dessa mesma Umbanda, desses mesmos caboclos e pretos-velhos, desses mesmos “orixás” que dizem representar...)

Na Umbanda, já o dissemos: essa lei (ou esse fator) se denomina Salva, e é tão antiga que podemos identificar seu emprego entre os primitivos e verdadeiros Magos e Sacerdotes Egípcios, com a denominação de Lei de AMSRA.

Disso também nos falam os Rosacruzes em seus ensinamentos ou instruções internas (esotéricas).

Agora, compete ao magista, seja ele de que corrente for, não abusar, não exceder, não ambicionar, não derivar para o puro lado da exploração...

Ora, o médium-magista então, ambiciosamente, começa a abusar disso. Começa por se exceder na lei de salva, pedindo mais dinheiro. Passa a cobrar grosso em tudo e por tudo. Inventa “trabalhos” de toda espécie, assim como “desmanchos” e afirmações para isso e aquilo...

E os aflitos, os supersticiosos, os impressionáveis, os filhos-de-terreiro, dão e sempre com prazer, visto esperarem sempre uma melhoria ou uma vantagem qualquer por via disso (aliás a tendência da maioria das pessoas que freqüentam “giras”, é pagar, gostam de o fazer).

Assim – ele, o médium – de tanto fazer trabalhos materializados, sempre por conta própria, mas tudo relacionado com os “exus” (que é o espantalho para essa maioria de ignorantes, de simples, de ingênuos etc.) e que envolvem materiais grosseiros, acaba chafurdado na vibração pesada dos espíritos atrasados, que passam a rondá-lo ou a viver em torno dele, ansiosos por esses tipos de oferendas... A sua entidade protetora, como sempre, já lhes deu vários alertas que ele não levou na devida consideração, pois o dinheiro está entrando que é uma beleza...

E nessa situação o aparelho já está “cego e surdo” a qualquer advertência e o seu caboclo ou o seu preto-velho, que, para ele, já são incomodativos, visto temer que se manifestem mesmo de fato nele e levantem toda essa sujeira, desmoralizando-o (como tem acontecido), se afastam e deixam-no envolvido com o baixo-astral, com quem já esta conluiado... pois ele, o médium, tem o sagrado direito de usar o seu livre-arbítrio como bem queira... já o dissemos.

Porém, chega dia em que esse infeliz aparelho necessita de uma firme proteção para um caso duro e apela para a presença do verdadeiro guia e NADA... Abalado, dentro de um tremendo choque, aterrado mesmo, ele verifica que os fluidos são de exu e de outros, bastante esquisitos e que lhe causam mal-estar e que não tinha percebido antes, claramente.

Alguns ainda param, fazem preceitos, para o anjo da guarda, enfim, pintam o sete, para ver se o protetor volta... porém, NADA...

Então, comumente se deixam enterrar mais ainda nesses aspectos, porque afinal de contas o dinheiro é coisa boa e traz muito consolo por outros lados.

Todavia, apesar da fartura do dinheiro fácil reconhecem depois de certo tempo que é um dinheiro maldito... passam a viver com a consciência pesada, irritados e sempre angustiados. O fim de todos eles tem sido muito triste... ou surgem doenças insidiosas, ou os vícios para martirizá-los por toda a vida ou acabam seus dias na miséria material, pois a moral já é uma cruz que ele carrega desde o princípio de seu fracasso mediúnico...

W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani)
[originalmente publicada no livro "Umbanda do Brasil" - Livraria Freitas Bastos].

(CONTINUA...)

sábado, 26 de maio de 2012

CAUSAS DE QUEDAS E FRACASSOS DE MÉDIUNS - PARTE 1


Esses são assuntos áridos, sobre os quis todos se escusam de falar ou de escrever e, quando o fazem, é por alto, indiretamente... Nós vamos abordar essa questão de maneira mais direta possível, pois visamos assim, tão-somente, a levar um brado de alerta àqueles que estão predispostos a esses erros e mesmo para os que já caíram neles, visto termos a esperança de que nossa sincera advertência ainda possa chegar a tempo do recuo, da salvação ou da regeneração...

Ora, é com grande tristeza, bastante desolado mesmo e sem o menor resquício de querer ser melhor do que ninguém (pois também temos nosso karma bem pesado, por erros de pretérito), que vimos, dentro de uma serena e acurada observação, quase que direta, sobre pessoas e casos, testemunhando, constatando, como é grande o número de médiuns fracassados ou decaídos e, o que é pior, sem termos visto ou sentido neles o menor desejo de reabilitação sincera, pautada na escoimação real de suas mazelas, de suas vaidades, de suas intransigências etc.

O que temos observado cuidadosamente na maioria desses médiuns-fracassados são os tormentos do remorso que, como chagas de fogo, queimam-lhes a consciência, sem que eles tenham forças para se reerguerem moralmente, pois se enterraram tanto no pântano do astral-inferior, se endividaram tanto com os “marginais do astral” que, dentro dessa situação, é difícil mesmo se libertarem de suas garras...

Isso porque o casamento de fluidos entre esses médiuns-fracassados e esses “marginais do astral” – os kiumbas – já se deu há tanto tempo, que o divórcio, a libertação se lhes apresenta dentro de tais condições de sofrimento, de tais impactos, ainda acrescidos de renuncia indispensável a uma série de injunções, que o infeliz médium-decaído prefere continuar com seus remorsos...

É duro, duríssimo mesmo, se libertar de um kiumba que entrou, há muitos anos, na faixa de um aparelho pelas suas antenas mediúnicas em distúrbio e cujo legítimo protetor ou guia – caboclo ou preto-velho – o tenha abandonado por causas morais, principalmente quando o seu caso foi sexo ou dinheiro.

Mas situemos desde já, dentre os diversos meios pelos quais os médiuns têm fracassado, os três aspectos principais ou os três pontos-vitais que os precipitam nos abismos de uma queda mediúnica. Ei-los:

I – A vaidade excessiva, que causa o empolgamento e lança o médium nos maiores desatinos, abrindo os seus canais-medianímicos a toda sorte de influências negativas.

II – A ambição pelo dinheiro fácil, exaltada pelo interesse que ele identifica nos “filhos-de-fé” em lhe agradar, em lhe presentear, para pedir favores, trabalhos, pontos, afirmações etc., que envolvem elementos materiais.

III – A predisposição sensual incontida, que lhe obscurece a razão, dada a facilidade que encontra no meio do elemento feminino que gira em torno de si por interesses vários e que comumente se deixa fascinar pelo “cartaz” de médiumchefe...de “chefe-de-terreiro”, babá etc.

Como a coisa começa a balançar a moral-mediúnica desses aparelhos?

O 1º CASO – O da vaidade excessiva: uma criatura, homem ou mulher, tem o dom mediúnico. Naturalmente que o trouxe de berço, isto é, desde que se preparava para encarnar. Em certa altura de sua vida, manifesta-se a sua mediunidade. Eis que surge o protetor – caboclo ou preto-velho.


Como no médium de fato e da Corrente Astral de Umbanda a entidade também é de fato, é claro que ela faz coisas extraordinárias. Cura. Ajuda. Aconselha. Tem conhecimentos irrefutáveis etc... São tantos os casos positivos do protetor através da mediunidade do médium, que logo se forma em torno dele uma corrente de admiração, e de fanatismo também.


A maioria dos elementos que o cercam, diante das coisas que vêem, são levados a agradar, a bajular, e com essas coisas, inconscientemente, vão-lhe incentivando a vaidade latente. Isso de forma contínua. A maioria desses médiuns não estudam, porque também não receberam ou não se interessam por uma preparação mediúnica adequada.


O protetor faz o que pode e deve (respeitando o livre-arbítrio), isso é, ensina, doutrina, alerta pelos canais mediúnicos: na manifestação, nas intuições, nos avisos etc. Mas acontece sempre que o médium, devido a fortes predisposições à vaidade, começa por não dar muita atenção aos conselhos, às advertências que o seu protetor vem fazendo... chega a ponto de se julgar o tal, quase um “pequeno deus”.


Ele pensa que a força é dele... que o protetor é dele – é propriedade sua... O médium vai crescendo em gestos, em palavras, pois que todos se acostumam a acatá-lo em respeitoso silêncio, quando não, pelo medo ou por interesse próprio... Vai crescendo a sua vaidade e logo começa a fazer exibições mediúnicas...


Ele começa a praticar uma coisa que será fatalmente a sua cova... Passa a “trabalhar” sem estar corretamente mediunizado (ou seja, pede apenas a irradiação do “guia” de sua preferência sobre ele). A sua entidade protetora pode usar certos meios para manifestar o seu desagrado, mas respeita também o seu livre-arbítrio, é claro... pois até as Hierarquias Superiores respeitam esta faculdade.


Então, começam os desatinos, as bobagens e as confusões e a respectiva falta de penetração nos casos e coisas. Começa a criar casos, a ter preferências e outras
coisas mais. Não obstante as reiteradas advertências do protetor, ele continua... Eis que surgem os “transtornos”. Os seus canais-mediunicos, dada a faixa-mental que ele criou com os efeitos de sua excessiva vaidade, abre portas aos kiumbas, que entram na dita faixa...


Daí tem início uma série de absurdos, de envolvimento negativos etc. O ambiente do terreiro sai da tônica de outrora. Tudo se altera. Nessa altura o médium percebe apavorado que o seu protetor mesmo – aquilo que era bom, foi embora... deixou de sentir a positividade de suas fluidos benéficos...


No principio ele tem um tremendo abalo...depois...ah! depois, ele vai se acostumando com os fluidos dos kiumbas etc., e mantém a sua excessiva vaidade de qualquer forma... não quer perder o “cartaz”...


Porém, as curas, a antiga eficiência, não há mais... muitos percebem e dão o fora... compreendendo que o “seu fulano não é mais o mesmo” e alguns até passam a olhá-lo com desprezo... e se afastam ironizando dele, muito embora, no passado, tenham se beneficiado com sua mediunidade.


O pobre médium que fracassou pela excessiva vaidade no íntimo é um sofredor, muitos se desesperam com o viver da arte de representar os caboclos, os pretos
velhos  etc...  


Enfim, ser um “artista do mediunismo” também cansa, porque a “descrença” é o “golpe de misericórdia” em suas almas.


W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani)
[originalmente publicada no livro "Umbanda do Brasil" - Livraria Freitas Bastos].

(CONTINUA...)



quinta-feira, 24 de maio de 2012


O QUE MÉDIUM UMBANDISTA TEM NECESSARIAMENTE DE OBSERVAR, PARA A BOA MANUTENÇÃO DE SUAS CONDIÇÕES MEDIÚNICAS

A) Manter o justo equilíbrio em sua conduta moral, emocional e espiritual...

B) Não fazer uso de bebidas alcoólicas, a não ser em casos excepcionais.

C) Manter-se (segundo suas posses) dentro de racional alimentação, evitando, tanto quanto possível, as carnes em conserva de qualquer espécie.

D) Nos dias de função mediúnica, alimentar-se (caso possa) somente de leite, ovos, frutas, legumes e verduras..

E) Isentar-se do ato sexual de véspera e no dia de sessão...

F) Evitar a convivência de pessoas maldosas, viciosas, intrigantes, faladeiras, etc., que possam irradiar negativos sobre sua aura, a fim de que não entre em repulsão, como reação de suas defesas naturais, provocando assim desgastes de energia necessária a outros fins...

G) Usar banhos e defumadores apropriados, sempre que sua sensibilidade medianímica acusar qualquer alteração...

H) Todos os meses, na fase da Lua Nova, usar um composto de vitaminas (em líquido ou drágeas) do complexo B e que seja associado a fósforo orgânico ou vegetal ou mesmo glicerofosfatos, de qualquer laboratório idôneo. Se não puder, use então três colheres de sopa, diárias, de suco de agrião. Isso é importante. O médium despende muita energia nervosa, por via dos fluidos que dá e mesmo pela constante concentração etc...

I) Ter especial cuidado, se o seu terreiro for de tambores, palmas e curimbas violentas, porque isso provoca muita excitação nos plexos-nervosos e principalmente na circulação ou no aparelho circulatório. É comum ao médium, depois de três anos nessas condições, passar a sofrer do coração ou do dito sistema cardio-circulatório. Ou aparece pressão baixa ou alta ou dilatação na veia aorta e às vezes tudo junto. Porque, dentro dessas vibrações altamente excitantes, todo o sistema nervoso do médium se agita em demasia e em conseqüência as irradiações, as incorporações, enfim, os fluidos de contato de seus protetores ou de qualquer espécie de espírito que possam atuar sobre ele, agem também nessas condições de excitação... Por
isso é que há muitos tremores, quedas, tonturas, muita agitação nos nervos motores; o médium transpira em excesso, ora está com as extremidades e o rosto quentes, ora estão frios etc. Há que observar isso, se o médium quer se “salvar” desses transtornos...

OBS.: Então – meu irmão médium? Leu e está meditando no assunto? Você está dentro desse caso? Porque nesse negócio de “receber” caboclos, tremendo, gritando, gingando, pulando, suando, caindo, cansando, é claro que você assim não esta “recebendo” o seu “caboclo” – você está sim mais é “lutando contra ele”... ou com alguém que quer se passar por ele. O.K.?.


W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani)
[originalmente publicada no livro "Umbanda do Brasil" - Livraria Freitas Bastos].


segunda-feira, 21 de maio de 2012

MOMENTOS COM CHICO XAVIER



"Minha filha, a maternidade é um privilégio que DEUS concedeu à mulher; então, toda mulher desfruta desse privilégio da Providência Divina, mas, os filhos excepcionais são confiados tão somente às grandes mulheres que têm capacidade de amar até o infinito." - Emmanuel

As Crianças Excepcionais e o Suicídio
Chico Xavier confortou, ao longo de sua vida, mães de crianças excepcionais. Sentimentos se misturavam, o amor de mãe ao inconformismo diante de uma situação irreversível. O mesmo sofrimento enfrentado por mães de lugares diferentes do Brasil - a dificuldade de compreensão, muitas vezes a revolta, o desespero.
À cada uma, Chico dispensou sua atenção e compreensão. Aliviava com suas palavras os corações repletos de sofrimento.
Atualmente não mais dizemos crianças excepcionais, mais sim especiais. Extraímos três momentos no qual Chico foi solicitado para esclarecer esse tema à luz do Espiritismo. E esperamos que eles possam confortar e fortalecer todos os pais especiais.
Que a mensagem de Emmanuel no começo desse artigo sirva de incentivo a todos os pais, mães, tios, avós, irmãos, amigos especiais que têm o privilégio de receber crianças especiais em seu convívio. O amor compreende e aceita tudo, mas o preconceito não.
E, a nós, que ainda não somos pais, mães, tios, avós, irmãos ou amigos especiais, que possamos dispensar a nossa compaixão e caridade à todas essas crianças que necessitam tanto de um minuto de nossa atenção e respeito.

"Certa senhora procurou o Chico com uma criança nos braços e lhe disse:
- Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo?
Foi com a intervenção de Emmanuel que a resposta veio:
Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas, agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio, um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão. As duas pernas dele vão ser amputadas, em seu próprio benefício, para que ele fique mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a idéia do suicídio." (p. 35)
  
 Os Excepcionais
(Do Programa Hebe Camargo - Especial de Natal com Chico Xavier - TV Bandeirantes)

Pergunta- Gostaria de saber se uma criança excepcional é carma, que a gente diz em termo espiritual, carma o sofrimento é dos pais ou é das crianças?
CHICO - A criança excepcional sempre me impressionou, pelo sofrimento de que ela é portadora, não somente em se tratando dela mesma, mas também dos pais, e isso tem sido tema de várias conversações minhas com nosso Emmanuel, que é o Guia Espiritual de nossas tarefas. Ele então disse que em regra geral, a criança excepcional é o suicida reencarnado. Reencarnado depois do suicídio recente, porque a pessoa quando pensa que se liquida, está apenas estragando ou perdendo a roupa de que a Providência Divina permite que se sirva durante a existência, que é o corpo físico, a verdade é que ela em si é um corpo espiritual; então, os remanescentes do suicídio acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do mais além. Lá, ela se demora algum tempo, amparada por amigos, que toda criatura tem afeições por toda parte; mas, volta à Terra com os remanescentes que levou daqui mesmo, após o suicídio. Se uma pessoa espatifou o crânio e o projétil atingiu o centro da fala, ela volta com a mudez; se atingiu apenas o centro da visão, volta cega, mas se atingiu determinadas regiões mais complexas do cérebro, vem em plena idiotia, e aí os centros fisiológicos não funcionam. A Endocrinologia teria de fazer um capítulo especial para estudar uma criança surda, muda, cega, paralítica, porque aí a criatura seria uma vida no santuário da vida, que é a parte mais delicada do cérebro. Se ela suicidou-se, mergulhando em águas profundas, vem com a disposição para o efizema, o efizema infantil ou da mocidade nos primeiros dias da vida; se ela se enforcou, vem com a paraplegia, depois de uma simples queda, que toda criança cai (do colo da ama, do colo da mãezinha); então, quando o processo é de enforcamento, a vértebra que foi deslocada vem mais fraca e, numa simples queda, a criança é acometida pela paraplegia. E nós vemos por aí outras crianças que vêm completamente perturbadas: a esquizofrenia, por exemplo, diz-se é do suicídio depois do homicídio. O complexo de culpa adquire dimensões tamanhas que o quimismo do cérebro se modifica e vem a esquizofrenia como uma doença verificável, porque através dos líquidos expelidos pelo corpo é possível detectar os princípios de esquizofrenia; mas o esquizofrênico é o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na próxima vida física da criatura durante algum tempo ou muito tempo.

Pergunta - Uma criança retardada sente o que o pai ou a mãe fala, por exemplo, palavras de amor, palavras bruscas?
CHICO - Sentem, sentem e ouvem, registram e sabem de que modo estão sendo tratadas; elas são profundamente lúcidas na intimidade do próprio ser. A criança vem somente com aqueles que são capazes de amá-la e ajudá-la a passar aquele transe temporário de treze, vinte, trinta anos; que geralmente os excepcionais desencarnam muito cedo. Certa feita, uma senhora nos procurou em Uberaba e disse: eu sou mãe dessa criança excepcional, me sinto uma criatura amarga, sofro muito com isso, o que Emmanuel diz para mim? Ele disse assim: - Minha filha, a maternidade é um privilégio que DEUS concedeu à mulher; então, toda mulher desfruta desse privilégio da Providência Divina, mas, os filhos excepcionais são confiados tão somente às grandes mulheres que têm capacidade de amar até o infinito." (páginas 91 a 93)
(Trechos extraídos do livro Chico, de Francisco do autor Adelino da Silveira, editora Cultura Espírita União)***

 Pinga Fogo [ 20 e 21 de Dezembro de 1971- TV Tupi -São Paulo]

Crianças com Graves Deficiências
Leporace Leporace (entrevistador)
Pergunta - Eu gostaria de perguntar, Chico Xavier, que espécie de missão vêm cumprir essas crianças que lotam aqui em São Paulo as Casas André Luiz? São crianças que nascem cegas, surdas, mudas, aleijadas e a gente só sabe que vivem porque respiram.
Então, eu pergunto: onde, dentro dos fenômenos cármicos, onde, dentro da evolução espiritualista, nós podemos condicionar essas crianças, essas criaturas de Deus? Que fazem elas sobre a face da Terra, além de sofrer e de inspirar piedade aos que as protegem e aos que as mantêm? Eu gostaria de uma resposta sua a essa pergunta, Chico.
CHICO- Algumas vezes temos sido orientados quanto à instrução a que se refere o nosso querido entrevistador, nosso amigo Sr. Vicente Leporace.
Quando cometemos o suicídio, quando perpetramos o homicídio, conscientemente, nós dilapidamos em nós mesmos determinadas estruturas do nosso corpo espiritual. Passamos então à condição de criaturas claramente alienadas do ponto de vista do equilíbrio mental na vida próxima.
Sem o corpo, somos hospitalizados em cidades e colônias do mundo espiritual pela benemerência de Nosso Senhor Jesus Cristo, através dos Seus mensageiros, como verdadeiros doentes mentais em estado grave. E tão somente o regresso ao corpo físico pode operar em nós, isto é, facultar-nos a possibilidade da reestruturação daqueles mesmos implementos do corpo espiritual que nós destruímos. Muitas vezes a idiotia não é senão o processo de internação que solicitamos, por nós mesmos, com as nossas necessidades, para que venhamos a entrar num período de autotratamento intensivo.
E nada dói tanto, e nada nos suscita tanto amor quanto uma criança doente. Pais, mães, conselheiros, orientadores, amigos, uma criança doente nos enternece. Uma criança doente é uma obra de Deus mutilada em nossas mãos. Mas isso não vem de Deus, pois Deus nos criou para a harmonia, para a felicidade. Agora, nós criamos os mecanismos do sofrimento, da expiação, em nós mesmos. O inferno reside em nossa própria mente, quando nós infernizamos a nossa vida, quando entramos num processo de culpa intensiva, absoluto, conscientemente nós estragamos a nossa vida cerebral, o nosso mundo mental. Nós obstruímos os canais do equilíbrio, perdemos a conexão com aqueles que são os benfeitores máximos da nossa vida, e eles mesmos, por amor a nós, nos ajudam, nos colocando em braços de mães maravilhosas, de pais abnegadíssimos, que nos ajudam em nossa própria reestruturação. Nada dói tanto como uma criança doente.
Muitas vezes ouvi amigos com muita experiência da vida indicando a eutanásia para os casos de idiotia. Mas, em nome de Jesus, nunca devemos fazer isto! Amar sempre os nossos filhos, os nossos descendentes que estejam nessa condição, e tanto quanto possível ampará-los quando eles estejam desprovidos de lar. É uma benção amparar alguém como esses nossos irmãos que estão em condições assim tão dolorosas, porque amanhã eles serão também nossos benfeitores. Bem-aventurados aqueles que puderem estender o coração e as mãos para as criancinhas que nascem nessa condição."

Nota: O Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz destaca-se como uma das maiores e mais eficientes instituições dirigidas à assistência material e espiritual a portadores de deficiência mental.


 
Chico, de Francisco
Adelino da Silveira
ED.CEU