quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PARA REFLETIR...

A palavra entusiasmo vem do idioma grego, e significa "ter um deus dentro de si". Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada era aquela "preenchida" por um dos deuses, e por isso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse entusiasmado por Deméter (deusa da Agricultura), seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante. 

Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modificá-la. Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um deus em si"!  Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza. E acreditam igualmente nos outros entusiasmados. 

Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. E entusiasmo é bem diferente do otimismo:

Otimismo significa esperar que uma coisa dê certo.
Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.

Fonte: blog NetFrases

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BAÚ DA MÃE


SER UMBANDISTA

Nós, umbandistas convictos, buscamos em nossa religião servir a Deus e aos nossos semelhantes. É uma tarefa de simples descrição, tal qual asseverou o Cristo, em seu Evangelho reformador. Mas de difícil persecução, convenhamos. Nossa missão, enquanto intermediários entre seres encarnados e desencarnados, não nos faz melhores do que os outros. Somos seres humanos, passíveis de erros, e temos a mesma necessidade daqueles que procuram o nosso templo, enfermos do corpo e/ou da alma. Também carecemos de renovar nossas ações e sentimentos, acatando na prática as palavras vivificantes de Jesus. Aliás, a própria mediunidade que trazemos hoje revela dívidas de vidas pretéritas, nas quais, certamente, olvidamos da obrigação de auxiliar os necessitados e promover nossa elevação espiritual. O exercício (correto!) da mediunidade, dom que Deus nos deu de graça, nos auxilia a caminhar com dignidade, responsabilidade e amor, extirpando sombras kármicas de nosso passado.

Todavia, mesmo buscando cumprir o Evangelho Cristão, ainda somos discriminados e taxados como “macumbeiros”(1), perante muitos leigos. No mesmo embalo, outros propagam impropérios e condenações várias, ao dizerem que somos membros de uma “seita” satânica, e, por conseqüência, somos adoradores do demônio. Quem já compareceu ao nosso Templo sabe quão inverídica é essa imagem tão deturpada de nosso Culto. Mas bem sabemos quantos outros lugares fazem por onde chafurdar o nome da Umbanda, e atuam como “contrapeso” à obra que praticamos. A despeito do esforço incansável de distintos sacerdotes umbandistas (valendo destacar o legado deixado pelo saudoso W.W. da Matta e Silva), notamos que a Umbanda ainda precisa se expandir de maneira madura, desmistificada, de forma a combater e derrubar as barreiras que colocam em descrédito a nossa imagem, como Seareiros de Jesus. Muitos ainda usurpam o genuíno rito umbandista, mercantilizando passes, consultas, trabalhos e protagonizando trambicagens mil. Isso não podemos frear, e até adotamos uma conduta abnegada perante tais chafurdices. Isto porque fomos consolados pela assertiva de nossos Mentores Espirituais, que nos ensinam a confiar na Lei de Causa e Efeito, e na responsabilidade que esses mercadores do Templo assumem, perante a Lei Maior.

O importante é não esmorecermos em nossas posições íntimas. Quando chamados ao esclarecimento, devemos ser firmes, defensores dessa Umbanda que busca com responsabilidade e retidão o contado com o Sagrado. Deveria ser a única Umbanda, mas, “por força de várias forças”, hoje é multifacetada, confusa, e às vezes conhecida por escândalos que, de forma alguma, foram nem serão inatos ao seu âmago epistemológico.

Umbanda é coisa séria, para gente séria! Ser umbandista é ser Cristão; é praticar a moral cristã que transcende interpretações fundamentalistas. Pense nisso, quando porventura te colocares como umbandista, onde quer que sejas chamado a testemunhar por esta religião!



Mãe Tina
(artigo originalmente publicado no Periódico Buscando Luz Nº 7 – edição de julho de 1997).


(1) Na verdade, esta denominação é bastante incorreta, porque “macumba”, em sua etimologia mais original, designa uma árvore comum no continente africano. Esta árvore era preferida pelos praticantes do culto aos Orixás, para acolher, sob sua sombra, oferendas várias, postadas como agradecimento pela fartura na colheita, caça, saúde e proteção nas guerras tribais.  

domingo, 23 de outubro de 2011

AH, EU RECOMENDO!


UMBANDA E O PODER DA MEDIUNIDADE
W.W. da Matta e Silva (Yapacani)

Nesta obra, Pai da Matta focaliza o problema da mediunidade, que não é tão simples como se pensa, e não está ao alcance de todos, como postulam alguns. Nem todos são médiuns, e não basta fazer um cursinho de “desenvolvimento” para exercer essa tarefa confiada pelo Astral Superior, que trazemos de berço conforme nossa ficha kármica.

Outrossim, o autor mostra que não se deve forçar o que não é espontâneo, e que o médium é um ser especial, nascido e selecionado para servir como medianeiro dos Espíritos. Por outro lado, embora todos tenham alguns sintomas de mediunidade, não é aconselhável desenvolvê-la naqueles que não nasceram com ela de maneira inequívoca. Forçar o que não é natural pode provocar desequilíbrios, e Matta e Silva trata desse assunto com muita propriedade.

Destaque também para a última parte do livro, que relata causos e coisas de Umbanda, muitos deles vivenciados pelo autor, nas muitas andanças que fez, durante sua jornada como médium e pesquisador da religião.


Umbanda e o Poder da Mediunidade
W.W. da Matta e Silva (Yapacani)
248 páginas, Editora Ícone
R$ 35 (em média, sem frete)

Locais na Internet para aquisição do livro:

Editora Ícone (link direto)


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PARA REFLETIR













CURA REAL

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior.

- Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia. 

- Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago. 

  - Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações. 

- Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia, e que você é demasiadamente ansioso. 

- Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida. 

- Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

- Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela  agressividade. 

- Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência. 

- Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas. 

- Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

- Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado. 

- Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos. 

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida. 

Toda cura é sempre  uma autocura  e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam  por dentro. Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição. 

Quando nos decidiremos? 

Fonte:
O Médico Jesus, de José Carlos De Lucca

sábado, 15 de outubro de 2011

PARA REFLETIR













Fernando Pessoa
(13/06/1888 - 30/11/1935)





"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

"Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."